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A mostrar mensagens de junho, 2014

Vou ali e já venho: Chá chega

Já em velocidade cruzeiro, sensivelmente a meio da viagem, demos por nós com um dia para gastar em Kyoto. Uma rápida consulta às quinhentas notas e preparações que tínhamos feito em Lisboa e decidimos arrancar para os arredores da cidade. Mais concretamente para a vila de Arashiyama. Onde não teríamos chegado sem o apoio de uma senhora amorosa na bilheteira da estação, que nos ajudou com os bilhetes. A principal atração desta terra é a conhecida  Bamboo Forest  (ou  Bamboo Grove  dependendo do guia). Caminhos com ar paradisíaco no meio de uma floresta de bambu com dez metros de altura. Ladeado de lindos turistas com enormes objectivas que não saem da frente. O quadro do costume! As carroças típicas deles, puxadas por um chinês de chapéu, são aos milhares. A malta ou se desloca nestes aparatos medievais ou aluga uma bina. A loja estava fechada e os chineses eram ladrões. De maneira que fomos a pé. Graças ao Buda não tivemos muitos inconvenientes. Visitámo...

Vou ali e já venho: Happy new year

Sendo dia de festa em Kyoto, e porque a passagem do ano é o evento mais importante no calendário japonês, as coisas estavam calmas. Acabámos o dia a jantar à grande num restaurante de  teppan yaki  (grelhados japoneses). Tudo muito típico. Não fosse a Bossa Nova que tocava como música ambiente e a empregada que estava genuinamente apaixonada pelo nosso Cristiano Ronaldo. Ao jantar, segue-se o grande evento. A passagem da meia noite. Dita a tradição que em Kyoto, todos se juntam para passar o ano no grande templo de Yosaka. Parece um festival de província português. Centenas de pessoas, barraquinhas com cerveja, música, brindes e o arraial todo montado. A malta escreve uns dizeres pirosos em coraçõezinhos de madeira que deixa lá no templo do Buda. Passeia um bocadinho, come uns  noodles  e está visto. O problema foi que nos afastámos de mais do centro do complexo e já não conseguíamos voltar a entrar. Estavam presentes a módica quantia de 1 milhão de pessoas. E t...

Vou ali e já venho: Extra dong

O quarto dia passado no Japão foi talvez dos dias mais surreais da minha vida. Dia 31 de Dezembro de 2013, prestes a abraçar o ano novo. Aconteceram-nos  um sem fim de coisas estranhas. À Japonês. Acordámos num bruto hotel com uma bruta vista para um bruto lago. Tomámos um bruto pequeno almoço composto por uma mistura bizarra de paios e batatas fritas. E em seguida pagámos uma bruta conta. A minha experiência com pagamentos em Dongs é a melhor. São super correctos e nada aldrabões. Contam sempre o troco à nossa frente como se fossemos miúdos iletrados da selva africana. Mas nunca nos enganam. Pois aqui o que sucedeu foi que o próprio hotel baralhou os papéis todos. Cobraram-nos o dobro do valor do quarto. E estando eu embrenhado em difíceis trabalhos de conversão intercalados pela digestão do paio japonês, não dei pelo extra que tinha sido somado à dolorosa . Escusado será dizer que acabei por cair na real 5h depois. O que deu azo a uma extensa troca de emails...