USA: Fartos disto e daquilo
Depois do drama dos rent-a-cars e do flop que é Hollywood Boulevard, seguimos viagem.
Fartos da pelintragem do tóristas decidimos ir ver a casas do ricos em Beverly Hills. Brutas avenidas cheias de palmeiras e casarões. Uma espécie de Restelo à americana. Tudo em tamanho XXL. Cheios de actores, cantores, modelos e companhia. Mas nós nem vê-los. Continuávamos fartos. Essencialmente fartos da bicharada. Mas o clichê é para cumprir e fomos só ali tirar uma chapa com o sinal de Hollywood lá atrás. Check. Está feito. Metemo-nos no bote e seguimos para Newport Beach. Mais casas de gente que não sabe o que fazer ao dinheiro, brutos centros comerciais, mas tudo com um ar de pseudo Quinta do Lago. Até aflige. Coitado do André Jordan, ou foi vítima ou foi autor. De plágio digo.
Ainda agora chegámos e continuamos fartos. Agora é de fast food, hamburgers e coca colas. Salta para Little Saigon. Um género de chinatown Vietnamita, cheia de cheneses a vender telemóveis e a comprar legumes. Lá desenrascamos um flied lice de porco cheio de leguminosas à volta, regado por sumo de cana de açúcar e uma sopa de cenas que é melhor não perguntar o que são. Foi claramente um matar de saudades da Ásia e sem dúvida o ponto alto na gastronomia da viagem.
Toda a gente sabe que os americanos só comem merda. Em bom Português, merda! E mesmo assim, não sei se a palavra chega para descrever bem a qualidade do comer nesta terra. Tudo em tamanho extra large, cheio de molhos e batatas e fritas. É tudo enorme. Desde a bebida média que tem o tamanho de um jerrican de 5L, ao tamanho do empregado que a serve. Sem esquecer claro os enormes atributos das empregadas do Hooters, restaurante no qual eles me obrigaram a entrar. Contra a minha vontade.
O Bubu, vinha com ela fisgada para as americanas loiras e burras, magras e altas. De preferencia que ele pudesse engatar com os seus dotes de macho latino. Mas até agora só lhe calharam arraçados de Moby Dick imigradas ilegalmente do país vizinho. Espécimes que exibem orgulhosamente os seus protuberantes pneus nas dunas da praia de Huntington Beach.
Se estávamos fartos, fartos continuamos. Cansados com a Califórnia, num jeito de revoltante relação de amor-ódio. Decidimos então arrancar para o Arizona. Mais especificamente para Phoenix, de onde vos escrevo. Foi uma agradável viagem de 10h em deserto Californiano. Uns modestos 40ºC à noite, com direito a tempestade, trovoada e um speed limit de 65 Miles per hour (maijómenos 100Km/h).
Vamos hoje passear pelos desertos western do Sergio Leone e do tio Clint. Por isso se eu não voltar a dar notícias, é sinal que o meu cérebro derreteu com o calor que por aqui se faz sentir.