USA: Rent-a-car, ai não rent não

Acabados de aterrar no mítico LAX e excitados para começar duas semanas de folia americana, saímos para o ar impuro da metropole americana. O objectivo? Alugar a viatura que nos iria acompanhar o resto da viagem e descansar de 18h em trânsito. 

Como jovens preparados e prevenidos que somos, reservamos e pagámos online um Chevrolet Impala (ou similar). O desfrute do automóvel duraria até ao final da nossa odisseia. Pois chegámos lá e os imbecis dos americanos trocaram-nos as voltas. 
Meia hora na fila para nos explicarem que para podermos sair com o carro necessitam de um cartão de crédito em ficheiro. É política de segurança. Prontamente lhes ofereço o meu. Não serve. 
Teria de ser em nome de sua Excelência o Conde que tinha feito a reserva em Lisboa. "Dá-lhe o débito que o gajo não percebe" era bom era. Discussão para cá, berro para lá, choradeira, suplica, tudo e mais alguma coisa. Nada dava resultado. Mas o Mr. Sehavit Fausto (que ainda deve ser primo do meu tio lá de Paio Pires) é um homem paciente que nos deixou tentar todas as combinações possíveis. Cancelámos a reserva, pedimos reembolso, fizemos uma nova e tentámos TODOS os cartões. Mas quando digo todos é mesmo todos! Débito, crédito, sócio do ACP, tudo até ao cartão Poupa Mais. No final lá conseguimos que um cartão do Lourenço funcionasse para um aluguer de um dia.

Jovens adultos e independentes que somos imediatamente ligámos às mãezinhas e aos paizinhos em choro e drama. "O Sr. Fausto é mau. Não nos quer dar o carro". As mães correram ao auxílio e transferiram somas exorbitantes de dólares para não deixar os seus queridos rebentos andar a pé pelos guetos de L. A. De maneira que no dia seguinte depois de mais 3h30 no guichet da Avis, lá passámos à frente da turistagem toda (à boa maneira portuguesa) e resolvemos o nosso dilema. Somos agora os orgulhosos condutores de um bruto SUV cor de caca, com o tejadilho branco e rodas de metro e meio de altura. (Toyota FJ Cruiser) Representin'...

Segue-se um dia de disfrute pelas ruas de Hollywood. Convencidíssimos que íamos ver gente famosa e de renome, mas o mais perto que estivemos foi hoje ao pequeno almoço um senhor que o Miguel achou parecido com o Ruy de Carvalho. Fora isso só turistas que nunca mais acabam a tirar fotografias às estrelas no chão e à fachada do Kodak Theatre. Isto de visitar as Américas definitivamente não é o mesmo que ir ver brutas catedrais para o Sul de França... Mas não se pode ter tudo.

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