Mochilão: Boca
Na primeira noite, fomos logo bailar um tanguito. Na realidade fomos só beber cerveja numa mesa e ver os outros a dançar. Mas apenas porque o jet lag não deu para mais. Mas conhecendo Buenos Aires de anteriores andanças, com travestis assaltantes e taxistas manhosos, auto intitulei-me "o rei da festa". Levei os meu caríssimos amigos a passear ao bairro de San Telmo, onde vagueamos pela feira que aqui se encontra todos os domingos. Comemos uns brutos choripans (tal como o nome indica: pão com uma bruta salsicha grelhada lá dentro) e finalmente seguimos para a Boca. No bairro de Boca, que já tive oportunidade de descrever ha quatro anos atrás, os turistas amontoam-se no Caminito, enquanto a gandulagem se amontoa atrás do tórista. E assim foi também desta vez. A minha princesa foi vítima de carteirismo. Levou boca na Boca. Lá se foram os pesos, o câmbio e os euros.
Para a tentar animar um bocadinho, fomos jantar ao La Cabrera. Um dos musts de Buenos Aires. Situado em Palermo e onde o palerma se ajavarda com bifes do melhor, em doses de pequeníssimos 800gr. Não querendo quebrar a tradição, mas também tendo em conta o tamanho diminuto das meninas (a Mimi levanta alguma objeção em ser referida como A Menina), acabámos por pedir apenas 400gr cada. E graças a Deus. Embora se diga por essa Lisboa fora que eu me encontro gordo e flácido, tenho a dizer que o animal do Ximpa come o triplo do que eu como!
De barriga cheia fomos beber um chop à Plaza Serrano onde esbarramos com o Siril. Siril esse de origem suíça que em tempos havia pedido boleia ao amigo Ximpa para ir à praia em Vila Nova. Siril esse que faz anos no mesmo dia que o nosso amigo. Siril esse que numa cidade com 13 milhões de habitantes, tinha de estar no mesmo bar que nós.